domingo, 12 de agosto de 2012

4° Capítulo

Na manhã seguinte, eu queria algo pra me lembrar dele quando eu não estivesse ao lado dele, então decidi pegar o bracelete que ele usava todos os dias no qual mencionei no segundo capítulo. Nos vestimos e pegamos um ônibus para o metrô. Não entrarei em detalhes, mas pode-se dizer que a noite passada foi um tanto cômica no começo, e no final um pouco mais vamos-se dizer cósmica.
Enquanto era pra eu ter chego ao trabalho 10:00 da manhã, eu só consegui chegar as 11:00, e as piadinhas mais óbvias foram lançadas como se fosse o mais natural do mundo. Ainda mais porque eu abria a boca de sono pelo menos a cada 20 ou 30 minutos.

- A noite deve ter sido muito boa né Cherry? – O Almir fez mais uma afirmativa do que propriamente uma pergunta.
- Foi ótima, nunca me senti tão bem em toda a minha vida, pena que terminou, mas... virão outras.
Antes de qualquer coisa, vale lembrar que Cherry é um apelido carinhoso que eu mesma me dei, o que inclusive deu a origem da idéia de tatuar duas cerejinhas desenhadas e embaixo escrito Cherry, na região da virilha só que mais pro lado.

Chegando em casa liguei pro Bizu e contei a noite maravilhosa que tive, claro que sem muitos detalhes, mas contei como eu me senti.

- Ah Bi, foi como se tivesse sido um sonho. Me senti tão bem com ele.
- Fico feliz por você May. Você merece ser muito feliz.
- Eu estou nas nuvens até agora.
- Eu imagino.
- Bi, eu sinto que é ele, eu senti o cheiro do jardim, o jardim Bizu. O nosso jardim.
- Sério May? Me conta.
- Foi estranho Bi, será que eu encontrei ele finalmente? Só pode ser ele, como eu sentiria o cheiro do jardim se não fosse ele? Além do mais, o Pedro me disse que eu sentiria esse cheiro.
- Pode ser, mas espera, pode não ser.
- Mas Bi... Eu senti o cheiro dele nele.
- Você pode ter imaginado, de tempo ao tempo. Se for você saberá.
- Bi... foi mágico. Foi como se só existíssemos nós dois ali.
- Calma May, Não se precipite. Deixa as coisas acontecerem naturalmente.
- Mas eu não consigo parar de pensar nele Bi, foi o que eu te disse, foi mágico.
E então eu imaginei que tudo havia começado a fazer sentido. Na noite de domingo para segunda eu relembrei tudo o que eu já sabia, mas eu tinha esquecido. Lembrei do que o anjo tinha me falado sobre como ele viria pra esse mundo.
“Ele virá como um renegado! Mas ele não saberá sua origem, você terá que fazer com que ele saiba quem ele já foi um dia. Ele é orgulhoso Lucy e não se esqueça que ele pode não acreditar em você.”
Então me lembrei do dia do metrô quando ele me disse que era um renegado e que ele teria vindo por orgulho e vingança. Tudo se encaixava. O Pedro era meu anjo do amor, e apesar de sempre me dizer que eu o confundiria, eu tinha certeza de que eu saberia quem era meu anjo realmente. Afinal, que motivos o Ariel teria em me contar que já tinha sido um anjo? Comecei a querer saber mais sobre a história do Ariel, tentar ver se ele se lembrava de alguma coisa de antes.
No dia seguinte, como de costume de todos os dias, eu voltava de metro com o Jey, e por algum motivo quando o metrô parou na liberdade eu olhei pro outro lado do metro sentido Tucuruvi, o meu vagão fechou as portas e começou a andar. Então eu o vi em pé do outro lado. E como se o mundo fosse acabar naquele momento e eu não mais tivesse a chance de vê-lo novamente, me despedi do Jey e pulei do metrô logo que ele chegou na estação São Joaquim. Não lembro em quantas pessoas eu esbarrei e atropelei, eu sai correndo sem me importar com quem estava na minha frente, apenas torcendo para que o outro metrô não parasse enquanto eu não estivesse na plataforma. Subi as escadas correndo e tropeçando em todos os degraus, atravessei o metrô pro sentido contrário ao que eu estava, desci as escadas quase que patinando e ao chegar na plataforma, tentei me lembrar em qual parte da plataforma ele estava na liberdade, mas não conseguia me lembrar. O aviso de fechar as portas já tinha tocado e entrei na primeira porta que eu vi. Estava eufórica e sem fôlego, ficava dando soquinhos na porta imaginando que fosse adiantar alguma coisa. Eu queria que chegasse logo na liberdade. O meu desembarque não foi tão diferente quanto o primeiro, parecia cena de filme em câmera lenta. Dei todas as minhas forças pra chegar a tempo de olhar pra ele e tentar dizer: - Ei! Eu estou aqui, me espera! – Mas eu não tinha voz e a plataforma estava muito cheia. Ele deu o primeiro passo em direção ao vagão, eu devia estar a uns 15 metros de distância dele, mas ele não me enxergava. Como se alguém tivesse o avisado da minha presença, ele recuou e logo depois ele levantou a cabeça e olhou pro lado, nessa hora eu já estava quase do lado dele, totalmente sem fôlego e ao chegar mais perto e perceber que ele havia me visto, respirei fundo e tentei falar com ele.

- Você... tem... noção... que eu estava... no outro vagão... te vi aqui... não deu tempo de descer... parei na São Joaquim.. dei a volta... Peguei o sentido contrário... Me esmaguei no vagão lotado... só pra tentar te ver!??
- Nossa, não acredito que você fez isso Cherry.
- Pois é, e eu estou... sem... fôlego...
Então nós nos abraçamos por um momento e nos beijamos. O Vanderlei estava com ele, mas logo ele foi embora.
- Como de costume, quando eu sei que uma pessoa é especial e eu gosto dela, eu faço uma troca de objetos pessoais. Eu peguei o seu bracelete e estou lhe dando meu crucifixo, eu tinha ele como meu amuleto e agora ele é seu. – tirei o crucifixo do meu pescoço e fiz como se eu fosse colocar no pescoço dele.
- Fique a vontade Cherry! – Ele se curvou para que eu pudesse colocar a corrente pendurada em seu pescoço.
- Uma pequena lembrança pra quando você sentir saudades minhas.
- Obrigado, muito bonito.
- Não há de que. Era o mínimo que eu podia fazer.
Ficamos conversando sobre várias coisas e algo do que ele disse ao qual não me recordo, me fez dizer que eu estava apaixonada por ele.
- Essa aliança é uma aliança de compromisso. Eu sou só sua.
- Como assim?
- Eu estou apaixonada por você e decidi ser fiel à você.
- E eu preciso usar também?
- Não, só se você quiser.
- Cherry, eu já te expliquei né!?
- O que?
- Eu não vou me apaixonar de novo, pelo menos eu não pretendo. Já passei pelo que você está passando, joguei todas as minhas fichas em uma pessoa e não deu certo. Sem contar que eu não sou quem você está procurando, e você sabe disso. Não quero te decepcionar.
- Você não vai me decepcionar. E quem disse que você não vai se apaixonar por mim? Eu te ensino.
- Mas Cherry, o que te garante que isso vai acontecer um dia?
- O tempo me garante.
- O tempo... o tempo é muito vago.
- Eu pensava assim, até te encontrar. Um dia você vai entender o porquê eu estou apostando tão caro em você.

Conversamos mais um pouco e depois ele me acompanhou até a plataforma e sentou no banco. Entrei no vagão, me virei e disse: - Você vai entender, é só esperar. – A porta se fechou e eu fiquei olhando pra ele sentado no banco. Chegando em casa, liguei o computador e contei a minha experiência cheia de adrenalina ao Bizu e ele como sempre me disse:

- Ele vai entender no momento certo, ele só não quer enxergar. Aliás, isso se ele for o seu anjo né May.
- Mas eu tenho medo por ele Bi. A história do Pedro pode não ser real, mas quando eu me dei conta que eu amava ele, ele foi embora.
- Você só viu o futuro May. Pode ser que você tenha visto o que vai acontecer mais pra frente, mas pode não ser com o Ariel, pense e não se iluda. Pode não ser ele, pode não ter chego a hora de você conseguir entender as coisas e você pensar que ele é o seu anjo só vai fazer você confundir ainda mais as coisas.
- Mas e se for ele? E se quando ele descobrir quem ele é e o que ele sente por mim já for tarde? E se eu morrer antes Bi?
- Mayara, para com isso, você não vai morrer da noite pro dia, pode parar.
- Mesmo assim eu tenho medo.
- Então não tenha. Nada vai acontecer com vocês May. Espera.

No dia seguinte eu e o Ariel iríamos sair novamente, mas dessa vez iríamos para um lugar que tivesse vaga e que não fosse tão caro. Encontramos um hotel perto do metro liberdade e ficamos nele mesmo. Um quarto arrumadinho, com TV, ventilador, rádio, banheiro, chuveiro quentinho, ou seja, um apartamento bom. E como se fosse um carma que carregamos, nós sempre tivemos coisas inéditas pra contar das nossas saídas.

- Não esquecemos nada, podemos ir então, é só abrir a porta.
– Eu disse ao mesmo tempo em que colocava a mochila nas costas e olhava em volta pra ter certeza de que não esquecemos nada.
- Ergh! Estamos presos Cherry!
- Como? O que aconteceu? Não abre?
- Não, é que. A chave quebrou lá dentro.
- Espera, como é que é? Como você conseguiu? – Comecei a rir sem ofendê-lo.
- Não tenho culpa que essa chave é vagabunda, eu só tentei abrir e quebrou.
- Haha! Só você mesmo Ariel pra deixar a gente preso no hotel na hora de ir embora.
- E o que eu posso fazer? – Ele começou a rir também. – Não foi minha culpa. E agora?
Fui na janela ver se tinha como pular pra algum lugar, mas todas as janelas vizinhas tinham grades, e as casas eram alta demais pra tentar pular pelo telhado.
- Bom, tem o interfone. O único jeito de sair daqui é rezando pra que tenha uma chave reserva.
Ele interfonou e explicou a situação pro atendente, o qual respondeu que a camareira iria tentar achar a outra chave e abrir a porta. Enquanto isso, ficamos sentados na cama olhando um pro outro e rindo. A camareira veio e abriu a porta, então fomos embora. Acredito que já tenha dado pra perceber, sou uma garota que gosta de lembranças, então guardei o miolo da chave para que futuramente eu fizesse um furinho nela e usasse como colar.
Eu me sentia feliz ao lado dele, me sentia segura, protegida. Perto dele nada me abalava. Tudo era perfeito e eu tinha certeza que nada iria abalar a nossa relação. Eu estava errada.
A Isa tinha voltado a trabalhar na empresa. Então eu marquei de encontrar com ela na hora do almoço na porta, pra deixar as fofocas em dia. Cheguei antes e fiquei esperando ela. Nesse dia me perdi de mim mesma, perdi a noção do tempo e espaço. Uma das únicas coisas que ainda me mantinha em pé, era a garra que eu tinha pra fazer tudo ser diferente.
Eu estava parada na frente da empresa, quando eu o vi sair lá de dentro. Fiquei nervosa porque de todos os lugares que nos esbarramos, aquele era o último lugar que eu imaginaria encontrá-lo. E devido às circunstâncias, nunca poderia imaginar quem era ele e o que o tinha levado até lá. A Isa desceu logo depois e eu contei pra ela a história.

- Isa. Lembra aquela história que eu contei, que eu traí meu marido!?
- Lembro, claro. Por quê?
- Ele estava aqui, o cara que eu traí meu marido!
- O que? Mas ele te viu? O que ele tava fazendo aqui? Vocês conversaram?
- Era ele, ele me viu quando saiu. Ele tava com o pai dele acho, não sei. Ele não é doido de vim falar comigo.
- Nossa, que mundo pequeno cara!
- Com certeza.
Eu só não imaginava que era tão pequeno. Enquanto eu ia falando, fomos para a padaria lanchar e quando fomos pagar a conta, eu olhei pro lado e o vi, no balcão dos salgados.
- Isa, é ele. Ali, o loirinho.
- Você tá falando do Roberto?
- É, você conhece ele?
- Má, ele é o namorado da Thaisa.
- O QUE? Quem? Não, dela não, todas menos ela.
- Pois é, mundo pequeno mesmo.
- Será que ele traiu ela comigo? Ela já ficou grávida dele?
- Cara, eu não faço a menor idéia.
- Você tem noção do que isso significa? O Ariel era apaixonado pela Thaisa, que por sua vez é namorada do Roberto e por isso não deu uma chance pro Ariel. E esse Roberto é o mesmo que eu traí meu marido! Que raiva desse cretino. Até aqui ele consegue me prejudicar. Eu já tinha esquecido essa história, já tinha passado uma borracha.
- Má, calma. Fica tranqüila que isso passa. Eu tenho que ir, já deu meu horário, qualquer coisa você me liga.

Eu esperei mais um pouco na porta da empresa, não tinha forças pra ir até o metrô naquela hora. E então a Thaisa parou um pouco mais à frente e ficou por ali. Eu como estava com a curiosidade me matando, tive que ir até ela.

- Posso te fazer uma pergunta Thaisa?
- Pode, qual?
- Quanto tempo faz que você namora com o Roberto?
- Faz um tempo já, por quê!? Vocês se conhecem?
- Eu trabalhei com ele em outra empresa.
- Na atento?
- Não, foi lá em São Judas.
- Ah, sei! Bom, eu tenho que subir que minha pausa já estourou.
- Vai lá, até.
Na hora eu peguei o celular e liguei pro Ariel.
- Ariel, eu conheço o namorado da Thaisa.
- Ahn? Como assim?
- Eu te contei que quando eu ainda era casada eu tive um lance com um cara?
- Não lembro, mas fala!
- Era o Roberto, o namorado da Thaisa. A mina que você sempre gostou. O cretino traiu ela comigo.

Expliquei a história pra ele e a noite ele contou pra Thaisa. Como eu sempre digo, a verdade sempre aparece por mais que você esconda atrás de uma mentira, nenhuma mentira é tão bem contada que faça a verdade nunca ser dita. Mesmo sabendo que eu estava colocando tudo a perder, quando nos falamos de novo contei toda a história de quem eu achava que ele era pra mim.

- Eu não ia contar pra você que o que tinha acontecido comigo no passado foi com o Roberto, porque eu sabia que poderia te perder de novo, mas eu não consigo esconder nada de você Ariel.
- Olha Cherry, a Thaisa tinha me contado que ele quase engravidou uma menina e eu disse que eu ia descobrir essa história pra ela.
- Só que você não imaginava que a história iria chegar até você desse jeito, e por mim.
- Realmente. E eu admiro a sua postura Cherry, admiro a sua atitude. Eu vejo que eu posso contar com você pra muitas coisas.
- Eu sempre vou te ajudar Ariel, eu já contei tudo mesmo me arriscando. Eu gosto de você e querp ver você feliz, mesmo que a gente não continue juntos vou continuar sendo sua amiga.
- Deixa as coisas acontecerem Cherry, quem sabe o que vai acontecer depois disso tudo!? A gente não sabe.
- Eu sei Ariel, eu sei o que vai acontecer, e justamente por saber eu quero te pedir uma última coisa. Posso? - Eu sabia que a gente não ia sair por mais tanto tempo, eu sentia que nosso lance estava chegando ao fim.
- Se eu puder fazer, claro.
- Você pode... Eu só queria me despedir de você uma última vez, pode ser?
- Cherry, é claro... A gente vai se ver de novo, mas não quer dizer que seja a última vez.
- Pode ser que não, mas mesmo assim eu quero.
- Tudo bem, então teremos nossa despedida.
- Fala pra Thaisa que se ela quiser eu falo com ela, explico tudo e mais um pouco. Quando ela quiser, eu estarei aqui pra conversar com ela.
- Tudo bem, ela quer falar com você também, mas deixa a poeira abaixar, ela ainda tá muito abalada com tudo isso.
- Claro, eu espero.

Sei que nunca fui santa, já fiz muitas coisas erradas, mas eu também não sou nenhuma covarde, hipócrita, sínica entre outros. Eu traí meu marido sim, mesmo que tenha acontecido só 5 vezes e nosso casamento já estava acabado, mesmo assim eu sei que de uma certa forma eu traí meu marido. Sei que não serve como desculpa dizer que nosso casamento já estava acabado, nunca iria dar certo porque ele não era meu anjo. Porém as pessoas podem pensar que eu sou uma garota que sai com o primeiro que passa na minha frente e eu não sou essa garota. Depois que eu caí em mim que eu estava praticamente com os dias contados pra partir, comecei a querer aproveitar mais a vida e comecei a enxergar que a felicidade só depende de nós mesmos. Desde pequena o Pedro me diz que no dia 13 de setembro de 2012 alguma coisa iria acontecer comigo, uma mudança que faria bem pra mim mas que eu iria perder muita coisa também. Eu sempre achei que eu fosse morrer na verdade, um tempo depois cheguei a pensar que seria apenas um portal que eu iria abrir e pra ser sincera, hoje eu só espero esse dia chegar porém tenho medo. Não sei até que ponto um humano acredita em nós, anjos e demônios. Eu quero mostrar que nós existimos, e quando estamos na forma humana, também erramos, choramos, nos machucamos, também amamos. Um anjo tem como missão levar amor aos humanos, eu tentei de todas as formas cumprir o meu papel aqui como uma humana. E pra ser sincera, tudo o que fiz foi por amor. Fiz tudo pelo amor que eu morri. De certa forma, não viverei o suficiente para compartilhar o final com vocês todos mas não é por isso que deixarei de contá-lo. Pode ser que o final mude com o tempo, assim como nossos destinos e escolhas mudam a cada momento, mas não sou eu quem dirá a forma como ele acabará. Anjos e Demônios sempre irão existir. Você sabe se a pessoa que está ao seu lado não é um!? Você sabe se você não é um de nós!? Mesmo eu sabendo o dia da minha provável partida, não deixarei de cumprir minhas promessas. E sei que no final, será um final feliz, pois eu já o vi.
Não foi pelas coisas terem acontecido da maneira que aconteceu que eu e o Ariel deixamos de nos falar. Até o momento eu não sabia pra qual rumo, nossa relação iria. Eu sabia que não iríamos ficar juntos, mas eu não queria aceitar a verdade. O que eu sabia é que eu tinha que achar meu anjo para que tudo fosse esclarecido, e eu acreditava que o Ariel fosse ele. Mas hoje eu percebo quem ele foi. Ele também foi meu anjo, claro, e por isso mesmo senti o cheiro do jardim nele. Mas ele não era anjo do qual eu vim procurar, ele foi o anjo que me fez enxergar que as coisas nem sempre são como queremos, e que muitas vezes podemos sim nos enganar mesmo tendo certeza. O Ariel tinha o dom do pensamento, enxergar os humanos mais profundo e conseguir entrar dentro da mente deles, com isso ele conseguia dominá-los de uma certa forma, mas ele não praticava isso para o mal ou para prejudicar alguém.

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